"Eu sempre quis o que nunca poderia ter. Acho que devo me culpar por nunca ter realmente conseguido algo. Porque eu sempre desistia antes mesmo de tentar. Eu queria o mais difícil por saber que não poderia ter. Por saber que teria que desistir alguma hora. Eu quis ele por saber que ele nunca me amaria da mesma forma, eu quis ele por ser impossível. E mesmo antes de tentar, mesmo antes de dizer o que eu realmente sentia eu simplesmente... Abri mão dele. Eu achei que não era boa o suficiente antes mesmo de saber a opinião dele. Abri mão do que eu sentia sem nem ao menos dizer sequer uma palavra. Eu tive medo de saber a resposta. Eu tive medo de me magoar de novo. Como sempre. Tive medo que ele fosse como todos os outros que chegam, marcam e vão embora. E o deixei escapar de mim. Deixei ele ir embora sem nem tentar convencê-lo de ficar. É, realmente. A culpa é minha. Sempre foi.” F. A.
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